quinta-feira, 21 de julho de 2011

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O dia em que Fortaleza chocou o mundo

Fonte: O POVO Online/OPOVO/Vida e Arte

Inspirado em fatos reais, o longa-metragem Assalto ao Banco Central tem pré-estreia hoje nos cinemas de Fortaleza

21.07.2011| 01:30

Com direção de Marcos Paulo, Assalto ao Banco Central mistura realidade e ficção para prender o público (DIVULGAÇÃO) Com direção de Marcos Paulo, Assalto ao Banco Central mistura realidade e ficção para prender o público (DIVULGAÇÃO)

Em agosto de 2005, um grupo de criminosos conseguiu realizar o maior furto a banco da história do Brasil. Por meio de um túnel de 80 metros de comprimento, eles invadiram o Banco Central de Fortaleza e levaram R$ 164,8 milhões em notas de R$ 50. A história digna de enredo cinematográfico finalmente é adaptada às telas de cinema no longa-metragem brasileiro Assalto ao Banco Central, que tem pré-estreia hoje em Fortaleza e lançamento oficial amanhã em todo o Brasil.

Com o auxílio de uma equipe de consultores, advogados e pesquisadores, a produção levou dois anos para ser concluída, desde seu roteiro à finalização. O resultado da adaptação da trama também pode ser conferido no livro homônimo, escrito pelo roteirista Renê Belmonte, em parceria com o policial federal J. Monteiro. “Fizemos o caminho inverso:o livro veio depois do filme e completamos algumas informações”, explica Monteiro, por telefone a O POVO.

Outra estratégia tanto do filme quanto do livro foi inserir elementos dramatúrgicos para fisgar o público. “Não existe nada mais chato do que a realidade. Para o cinema, precisamos inserir história de amor, momentos de comédia”. A complexidade da história foi dando espaço a uma trama mais leve no filme, apesar do livro apresentar detalhes, como a biografia de todos os personagens, além de explorar monólogos psicológicos dos mesmos.

Para construir o enredo do longa, foram usados dados dos inquéritos policiais e do processo judicial do caso. “Tudo o que aconteceu está retratado no livro e no filme. O que é ficcional são os personagens”, comenta Monteiro. Na história real, 36 criminosos participaram da escavação do túnel. “Não dava para retratar todos. Reduzimos o grupo principal para dez envolvidos”.

Novo cineasta

Assalto ao Banco Central marca a estreia de Marcos Paulo como diretor de cinema. Reconhecido por sua carreira de 40 anos na televisão como ator e diretor de novelas e programas, Paulo acredita que o mais importante foi encontrar um caminho para o filme. “Você tem que deixá-lo tomar vida própria como um filho, mas, ao mesmo tempo, não pode perder o controle dele. Isso foi, talvez, a grande descoberta minha fazendo cinema”, afirma Marcos Paulo, no material de divulgação do longa-metragem.

Participam do elenco nomes de peso, como Milhem Cortaz, Eriberto Leão, Hermila Guedes, Giulia Gam, Lima Duarte, Gero Camilo e Vinicius de Oliveira. Todos eles foram instruídos por Fátima Toledo, preparadora de elenco da maioria dos filmes nacionais. “Precisava que o grupo de bandidos ficasse, de alguma forma, muito unido e, ao mesmo tempo, em momentos do filme, se odiassem muito. Eu tinha que criar essa relação deles, entre eles, e acho que a gente foi muito feliz nisso”, avalia.

Com sua experiência de ex-militar do exército e agora oficial da Polícia Federal, Monteiro comenta que a produção do filme precisou tomar alguns cuidados para lidar com nuances de cunho policial. “A gente não queria exaltar o criminoso. Foi algo engenhoso, que exigia habilidade muito grande, mas não endeusamos os criminosos”. Há uma série de técnicas policiais que não puderam ser reveladas. “Tentamos não divulgar os procedimentos da Polícia”, diz.

SERVIÇO

ASSALTO AO BANCO CENTRAL, O FILME

Pré-estreia no Multiplex Iguatemi 9, às 20h30, Multiplex Iguatemi 10, às 20h55, Multiplex Iguatemi 11, às 21h, Multiplex Iguatemi 12, às 19h30 e 21h40.

LIVRO ASSALTO AO BANCO CENTRAL

Editora Agir, 220 páginas Preço de

capa: R$ 29,90

SAIBA MAIS

Com a série de matérias sobre o assalto ao Banco Central, em 2005, intitulada Banco Central: O Assalto do Século, O POVO foi agraciado com o Prêmio Esso de Jornalismo daquele ano, na categoria Regional Nordeste. O Esso é o mais tradicional prêmio de jornalismo do Brasil e chegará este ano a sua 56ª edição. No ano seguinte, a mesma série ganhou o prêmio Excelência Jornalística, realizado pela Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), na categoria Cobertura Noticiosa. A série mobilizou toda a Redação do O POVO, com destaque para jornalistas como Demitri Túlio, Cláudio Ribeiro, Luiz Henrique Campos, Eliomar de Lima, Landry Pedrosa, entre outros.

Camila Vieira
camilavieira@opovo.com.br

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